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II Montaria de Solidariedade PDF Imprimir e-mail

Os caprichos da caça...

A II montaria de solidariedade social, promovida pelo Clube de Caça e Pesca de Bragança, decorreu, no passado dia 30 de Novembro, numa mancha da Zona de Caça Associativa de Edrosa, Vinhais, tendo juntado 75 armas. O resultado, esse, ficou aquém do esperado – foram apenas cobrados dois javalis, por sinal ambos pequenos -, sobretudo tendo em conta o propósito de doar a carne a duas instituições de solidariedade social da cidade para a mesa do Natal.

Mas como Natal é quando um Homem assim o quer e o deseja, o propósito será consumado com a brevidade possível.

Após uma aventura até ao Ladoeiro, Idanha-a-Nova, em Dezembro do ano passado, num ato inédito do CCP de Bragança, ou seja, a organização e promoção de uma montaria de solidariedade social, evento que a direção persistirá em manter no seu calendário anual de atividades, em função da nobreza do desiderato e para reforçar os laços com a comunidade brigantina, este ano optou-se por uma mancha ao pé da porta e que, à partida, oferecia todas as garantias de êxito.

Mas a caça, e nós, caçadores, bem o sabemos, melhor do que ninguém, tem os seus caprichos e os javalis, a única peça a abater pelos caçadores convidados e que se quiseram associar ao evento, optaram por quase não se mostrar…

O quadro de caça resumiu-se a dois pequenos javardos, um agarrado pelos cães e outro abatido por uma carabina certeira. Tão-pouco para quem tanto se empenhou no êxito da montaria, desde os organizadores, ou seja, a direção do Clube de Caça e Pesca de Bragança, até aos anfitriões, os responsáveis da Zona de Caça Associativa de Edrosa, os quais disponibilizaram a mancha e abriram, também, as portas da Casa do Povo local, onde foram servidos o mata-bicho e o almoço, refeições que foram do agrado geral e traduziram, de certa forma, a dedicação e o empenho postos na realização de mais este evento por parte do emblema brigantino.

De resto, ou seja, à exceção dos caprichos da caça, tudo correu às mil maravilhas. O dia nasceu frio, como era expectável, mas o sol ajudou a aquecer corpos e almas. O mata-bicho, cheio de miminhos para agradar a quem se associou à iniciativa, reconfortou os estômagos antes da romaria até à mancha, cumprida dentro do horário estipulado e sem grandes demoras na colocação dos monteiros nas respetivas portas.

As seis matilhas contratadas, essas, também não demoraram a atacar a mancha, mas cedo se percebeu, face à ausência de ladras e de tiros, que os cães eram poucos perante a extensão da zona a montear e da braveza do mato. Trás-os-Montes na sua pureza.

Com o objetivo de levantar e abater bichos, a montaria prolongou-se um pouco mais do que estava previsto – mais de três horas em ato de caça -, mas nem as ladras finais fizeram disparar a adrenalina. Os poucos tiros escutados deixavam antever um resultado fraco.

As previsões confirmaram-se à chegada ao local de partida, ou seja, a Casa do Povo de Edrosa. Dois jovens javalis eram o quinhão da jornada.

Restava degustar o almoço, preparado com todo o carinho por um conjunto de senhoras que se juntaram à iniciativa. Por sinal, um prato típico da região fria transmontana – butelo com casulas (ou cascas).

O sorteio de uma carabina entre os presentes animou o final de festa, antes de cada um empreender a viagem de regresso.

Para o ano, haverá mais. Seguramente o CCP de Bragança tem gente teimosa ao leme e que não deixará de porfiar. Aliás, e na sabedoria popular e secular do povo, quem porfia mata caça. Para bom entendedor, …

 

 

 
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