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VI Montaria de Solidariedade do Clube de Caça e Pesca de Bragança


Mancha de Serapicos foi excepcional - 24 javalis, duas bocas excelentes!


A VI Montaria de Solidariedade do Clube de Caça e Pesca de Bragança, que teve lugar no primeiro sábado (dia 2) de Dezembro, contou com uma mancha excepcional, na ZC Municipal de Serapicos (Bragança), em “pousio” há um punhado de anos, e o quadro de caça pulverizou todas as expectativas – 24 javalis cobrados, com duas bocas de excelente qualidade – navalheiros, minha gente, pois claro! –, uma delas candidata a troféu (ouro?).

Após dois excelentes quadros de caça em Parada (na ordem da dúzia de “bichos” cobrados) nas duas edições anteriores, a montaria solidária do CCP de Bragança, que tem como único e nobre objectivo proporcionar uma mesa de Natal mais farta a algumas instituições de carácter e intervenção social da cidade e do concelho, começa a ganhar cartaz na zona e região, mas o desfecho da jornada de Dezembro de 2017 foi, na verdade, excepcional, em quantidade e qualidade.

Um quadro de caça que deixou radiantes os responsáveis do clube de caça de Bragança, a zona de caça anfitriã, os tratadores e guardiães da mancha, os monteiros e convidados presentes e, por último, os amigos e patrocinadores que se associam à manifestação monteira e social.

A preciosa mancha de Serapicos, provavelmente com mais de 500 hectares, foi varrida por 13 matilhas e proporcionou uma montaria animada de princípio a fim, com ladras quase permanentes e uma cadência de tiros espectacular, com reflexos, obviamente, no quadro de caça alinhado no Santuário de Nossa Senhora do Aviso de Serapicos.

A “sorte”, desta feita, esteve na eleição da mancha e no trabalho de a preparar, cuidar e preservar, fixando os javalis no seu interior. Trabalho de casa feito com distinção e o resultado dispensa grandes considerações.


Com a bênção de Nossa Senhora do Aviso


Face à nobreza do acto cinegético, monteiros – 120, colocados por 38 postores não caçadores – e matilheiros foram, na verdade, abençoados pela Nossa Senhora do Aviso. A recepção e a concentração foi precisamente no santuário, em Serapicos, onde existe um salão com capacidade para albergar e poder servir à vontade cerca de duas centenas de pessoas.

Uma manhã fria, de geada, mas com o astro sol a mostrar toda a sua plenitude, um tempo típico de Inverno da região e a augurar uma montaria de se lhe tirar o chapéu.
Com inscrições previamente feitas, os monteiros apenas tiveram de confirmar a presença, pagar a respectiva porta e aguardar, em amena caveira, como é costume, a ordem para assentar arrais para o mata-bicho, farto e variado para acomodar os estômagos antes de demandar a mancha. A boa identificação e a colocação alinhada das armadas facilitaram a tarefa dos monteiros na hora de acomodar a tralha e tomar assento no respectivo transporte rumo à mancha e ao acontecimento.

Mesmo assim e como é hábito por terras transmontanas, o início das hostilidades rondou o meio-dia, com o sol no zénite a aquecer a alma e a proporcionar algum conforto a quem tem de aguentar firme no seu posto durante três e horas e pico.

Arraial de tiros
Antes de soar o tradicional foguete de início de montaria, com a solta das matilhas nos pontos previamente estabelecidos, ouviram-se três disparos, sinal de que a movimentação na mancha já despertara alguns “bichos” e que os havia por lá…

Não se adivinhava, porém, em que quantidade (…), mas as primeiras ladras e a sequência de tiros perspectivava um acto cinegético animado. Os tiros, esses, nunca pararam – um verdadeiro arraial, como vulgarmente se diz – quer quando as matilhas se encaminhavam para o interior da mancha e também quando retornavam ao ponto de partida. Mesmo no levantar da feira, voltaram-se a ouvir imensos tiros.

As boas novas começavam a chegar via rádio, com o sol a querer esconder-se no horizonte e a anunciar o termo da jornada. Porém, só final, no santuário da Nossa Senhora do Aviso, foi possível ter a noção do êxito da montaria, quer na quantidade de reses abatidas quer na qualidade dos bichos cobrados, em especial dois senhores navalheiros.

Seguiu-se, como é hábito, o almoço-convívio, tendo a empresa contratada para o efeito servido um excelente rancho e dado a provar também a boa vitela da região. Em ambiente de festa e de muito barulho, foi ainda sorteada uma espingarda semi-automática, de punções italianas.

Os javalis, esses, foram encaminhados para o matadouro municipal, em Bragança, a fim de serem alvo de inspecção sanitária.

Mais tarde e de forma consensual, foram distribuídos 550 kg de carne pela Cáritas-Bragança e por instituições de solidariedade social de Santulhão, Izeda, Serapicos, Vila Boa, Sanceriz, Vinhas, Salsas e Rossas.

Valeu a pena. Até pró ano.


ADRIANO PALHAU

 

      
 
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